Comportamento diferente de criança na escola revela caso de abuso em MS

Comportamento diferente de criança na escola revela caso de abuso em MS

Vivenda do suspeito foi destruída por aproximadamente 100 pessoas (Foto: Marcos Maluf)

Os abusos do tratorista de 47 anos que teve a morada incendiada na noite de terça-feira (16) foram descobertos depois uma das vítimas apresentar comportamento “dissemelhante” na escola. A mãe foi chamada à unidade e, em conversa com a filha, a gaiato relatou que o varão a beijava na boca e passava a mão em seu corpo. A residência localizada no bairro Nossa Senhora das Graças foi totalmente destruída, e o suspeito fugiu.

Um tratorista de 47 anos é indiciado de desmandar sexualmente de crianças no Bairro Nossa Senhora das Graças. O caso veio à tona depois uma das vítimas, de 6 anos, apresentar comportamento dissemelhante na escola, levando a instituição a contatar a mãe da moçoila. Posteriormente a primeira denúncia, outras duas crianças também relataram abusos. O suspeito, que mora com a esposa e quatro filhos, teria beijado as meninas na boca, pretérito as mãos em seus corpos e as convidado para relações sexuais. Posteriormente as denúncias, a morada do indiciado foi incendiada e ele está fugido.

Uma das mães conversou com o Campo Grande News na manhã desta quarta-feira (17). A filha dela tem 6 anos e brincava com as filhas do varão. Ela contou que ficou sabendo do violação no último domingo, depois a vizinha ser chamada pela escola da filha.

“A minha vizinha descobriu primeiro porque foi chamada na escola. Eles disseram que a moçoila estava com comportamento estranho. Quando ela chegou em morada, ela perguntou e a moçoila contou que foi tocada por ele”, afirmou a dona de morada de 24 anos.

No entanto, a vizinha não contou o caso mal soube, com pânico da suspeição. Ao saber do ocorrido, a jovem conversou com a filha, que afirmou que o varão a beijava na boca, passava a mão em seu corpo e a chamava para ter relações sexuais.

“Minha filha brincava com a dela, aí ela perguntou e minha filha contou, chorando. No outro dia contei para outra vizinha e a filha dela também contou sobre o injúria. Fomos à delegacia e fizemos boletim de ocorrência”, relatou a mulher.

Ainda segundo a jovem, o varão mora com a esposa e tem quatro filhos. São dois homens adultos e duas meninas. “A mulher dele toma remédio controlado, portanto ele a dopa durante o dia. Faz dois anos que ele mora aí. A mulher dele ainda falou que o que ele fez não é injúria. Uma vez que não é injúria? Um dos filhos dele também falou isso e acabou apanhando cá ontem”, pontuou.

Também nesta manhã, um dos filhos do varão estava na morada que foi incendiada, porém ele optou por não falar com a prensa até que tudo seja comprovado. O suspeito até o momento não foi encontrado e o caso segue sendo investigado. A residência ficou totalmente destruída.

A dona de morada, de 31 anos, contou à reportagem que, no dia 8, foi chamada à escola pela coordenação. Ao chegar à escola, foi informada de que a filha, de 8 anos, estava com a sexualidade muito avançada, que ela passava a mão nos meninos e começou a falar sobre sexo. “Minha filha nunca foi assim; eu nunca recebi reclamação sobre ela na escola; é a primeira vez. Eu nunca fui ao Recomendação Tutelar, não tenho esses comportamentos em morada, não escuto funk; somos só eu e meus filhos, temos nossa rotina e ela não presencia isso; por isso, estranhei”, relatou.

A mulher, que na puerícia também foi vítima de injúria sexual, entendeu os sinais apresentados pela moçoila. “Eu sei porquê é e, na hora em que a coordenadora falou, eu já sabia o que tinha sucedido, porém, eu fui detrás para saber quem era e o que havia sucedido de vestimenta.”

Segundo a mãe, amparou e abraçou a filha; foi nesse momento que a moçoila contou: “Ela falou que o pai da amiguinha tinha pretérito a mão nela e beijado na roupa dela”.

Sabendo que mais crianças brincavam com a filha do suspeito, a mulher decidiu conversar com a vítima de 6 anos. “Falei: ‘Filha, conversa com a tia, fala para a tia que aconteceu alguma coisa’. Não incentivei, não falei assim: ‘Ah, fulano fez’. Não, perguntei se alguém já fez alguma coisa com ela, para ela mesma falar. Aí ela começou a chorar muito e ela falou: ‘Tia, ele fez sexo comigo'”, relembrou.

Ainda conforme relatado por ela, a moçoila completou: “Beijou a minha boca de língua; em mim não doeu, mas na amiguinha (filha do suspeito) doeu.” “Ela relatou isso espontaneamente; nem perguntei zero. Eu fiquei apavorada. De repentino, não contei para a mãe dela porque é um tema muito sério; fiquei com pânico de que a mãe não acreditasse.”

Ao ouvir a revelação, a mulher disse que ficou apavorada e não sabia o que fazer. “Foi quando chamei um rapaz que é da ONG, que mora cá na comunidade e que sempre faz projetos com as crianças. Conversei com ele porque está cursando psicologia e perguntei o que eu tinha de fazer. Logo ele disse: ‘Vamos denunciar à escola, para não brotar o seu nome’. Fomos à escola, mas demorou; nisso, passou uma semana e zero de a escola responder, nem de invocar o Recomendação Tutelar. Zero: um silêncio”.

Sem saída, ela decidiu descrever para a outra mãe. “A gente precisa pensar juntas; eu já estava apavorada, desesperada, não sabia mais o que fazer e contei para ela no último domingo. Quando ela ficou sabendo, fomos para a delegacia, registramos boletim de ocorrência e foi feito o examinação de corpo de delito. Não houve penetração, mas ele passou a mão. Uma vez que eu disse, ele fala que não deixa provas; no caso, ele já está avezado a fazer isso”.

Posteriormente saírem da delegacia, as mulheres voltaram para morada e ficaram aguardando a polícia comparecer ao sítio, mas, segundo ela, nenhuma equipe compareceu, nem mesmo no dia seguinte. “A população foi se revoltando. Apareceram mais dois meninos, filhos de uma mãe que já havia ido embora porque ficou sabendo. As crianças brincavam lá também. Eu perguntei aos meninos, e um deles relatou que o varão também passava a mão nos meninos. Foi quando os vizinhos se revoltaram e foram para cima. Só que, nisso, ele já sabia que a população ia fazer isso; foi à delegacia para trespassar livre, porque sabe que a Justiça não vai fazer zero, pois é preciso provar e a investigação é longa”.

Caso — De negócio com o boletim de ocorrência, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar foram acionados por volta das 18h30 de ontem. Em frente à residência do suspeito, estavam aproximadamente 100 pessoas arremessando pedras, e o incêndio já havia começado enquanto os moradores clamavam por justiça.

Os militares fizeram contato com três mulheres que relataram que suas filhas haviam sido vítimas de injúria sexual. Elas relataram que o possessor da residência praticava o violação contra as meninas e, depois a informação se espalhar pela comunidade, decidiram atear incêndio na morada, já que o varão fugiu.

A equipe do Corpo de Bombeiros controlou as chamas e os policiais da Força Tática contiveram a população. O caso foi registrado na delegacia e está sob investigação.

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