Um Caminho para um SUS Mais Eficiente

Um Caminho para um SUS Mais Eficiente

A saúde pública enfrenta desafios complexos. A combinação do envelhecimento da população com o aumento da prevalência das doenças crônicas, a revolução trazida pelas novas tecnologias e o impacto das mudanças climáticas impõe aos sistemas universais a urgência de revisar seus modelos de organização. Nesse contexto, a descentralização do desvelo em saúde não é somente uma tendência constatada em vários países, mas uma estratégia para prometer o entrada equitativo, eficiente e sustentável a longo prazo.

Cá entendemos a descentralização porquê a reorganização do desvelo, de forma que o atendimento possa ocorrer em ambientes de menor complicação e com maior proximidade no território, porquê unidades básicas, centros comunitários e até a própria residência. É um concepção que tem se mostrado decisivo para repensar modelos de atenção, desafogar hospitais, otimizar recursos e humanizar o atendimento. Hoje isso se torna factível com os avanços tecnológicos: telessaúde, monitoramento remoto, lucidez sintético e interoperabilidade de dados.

Experiências de países porquê Reino Uno, Cingapura e Holanda mostram resultados expressivos depois de instituir essa abordagem de atendimento. No NHS britânico, o número de internações caiu 12% em 2022. Em Cingapura, 7 milénio dias de internação foram evitados graças a serviços hospitalares domiciliares e às plataformas digitais.

Esses dados fazem secção de um relatório divulgado recentemente em evento que reuniu atores de todo o espectro da saúde brasileira em Brasília para debater porquê a descentralização do desvelo é verosímil, eficiente e financeiramente viável. Nessa oportunidade, destacaram-se ainda experiências internacionais e propostas nacionais capazes de inspirar novas políticas públicas e fortalecer o SUS porquê um sistema moderno e inclusivo.

Essa abordagem é ainda mais oportuna no Brasil, onde o tamanho do território e as desigualdades regionais desafiam a oferta de serviços em tempo adequado. Essa premissa, inclusive, já está sendo implementada de forma bem-sucedida em diferentes regiões do nosso país, por meio da Estratégia Saúde da Família, que já se configura porquê exemplo de atenção descentralizada e resolutiva. Mas é preciso continuar, incorporando novas tecnologias e organizando redes integradas que garantam ininterrupção e segurança assistencial.

Para que o Brasil avance nessa direção, é necessário estruturar pelo menos cinco dimensões estratégicas:

1) Políticas públicas e regulação que incentivem redes regionalizadas e integração de serviços;

2) Investimento em tecnologias digitais e interoperabilidade de dados;

3) Incorporação de novas tecnologias diagnósticas e terapêuticas adequadas que viabilizem o desvelo próximo ao paciente;

4) Capacitação das equipes multiprofissionais para atuação em formatos descentralizados; e

5) Ensino e informação para pacientes e sociedade.

Vale lembrar que a pandemia de covid-19 deixou lições valiosas também nesse tema. Estratégias descentralizadas de testagem, vacinação e teleatendimento foram decisivas para moderar a doença, preservar vidas e prometer entrada em áreas remotas.

Portanto, a descentralização é uma utensílio para prometer mais entrada, mais eficiência e mais reverência à singularidade de cada território e de cada pessoa, em contrapartida a um padrão excessivamente hospitalocêntrico e verticalizado. Embora o SUS tenha nascido tendo a descentralização porquê fundamento, enfrentamos desafios inerentes à fragmentação que exigem um esforço contínuo de superação.

A descentralização também deve ser compreendida porquê um instrumento de fortalecimento democrático da saúde, na medida em que aproxima gestores, profissionais e cidadãos das decisões e das práticas de desvelo. Ao permitir que a resposta em saúde seja moldada às realidades específicas de cada território, amplia-se a capacidade de reconhecer diferenças epidemiológicas, sociais e culturais, garantindo soluções mais efetivas e sustentáveis. Trata-se de um caminho que promove justiça não exclusivamente no entrada, mas também na qualidade e na experiência do atendimento.

O duelo não se restringe a somente reorganizar fluxos assistenciais, mas a solidar um padrão que valorize a participação social, estimule a corresponsabilidade das equipes de saúde e aproveite a potência transformadora da inovação tecnológica para ler prevenção, seguimento contínuo e gestão eficiente. É nesse movimento que encontraremos novas possibilidades de edificar um SUS mais justo e resiliente.

Esta abordagem significa, portanto, uma mudança de perspectiva necessário: a de que o desvelo fora do envolvente hospitalar pode ser melhor para o paciente e para o sistema de saúde. Para fortalecer a capacidade de resposta do SUS, aumentar sua resiliência e prometer sua sustentabilidade, é imperativo que continuemos evoluindo na integração e no aprimoramento de redes de desvelo, superando os desafios da fragmentação e consolidando a descentralização porquê um eixo estratégico de sustentabilidade do SUS.

(*) José Gomes Temporão, ex-ministro da Saúde, através do Estadão

 

Os artigos publicados com assinatura não traduzem necessariamente a opinião do portal. A publicação tem porquê propósito estimular o debate e provocar a reflexão sobre os problemas brasileiros.

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