Levantamento cita China e países europeus capazes de sugar a produção estadual tarifada em 50% por Trump
Mato Grosso do Sul pode encontrar na Ásia e na Europa alternativas para ressarcir eventuais perdas no negócio com os Estados Unidos, o segundo maior mercado comprador de produtos do agro estadual. A desfecho é de um estudo da ApexBrasil (Escritório Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Transacção e Serviços, que analisa os impactos da tarifa de 50% aplicada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a produtos brasileiros desde 6 de agosto. O levantamento detalha caminhos para reduzir a sujeição do mercado dos EUA.
Um estudo da ApexBrasil aponta que Mato Grosso do Sul pode reduzir sua sujeição do mercado dos EUA, que compra 30% de seus produtos agropecuários, porquê carnes e couros. A Ásia e a Europa, principalmente China, Japão, França e Alemanha, são alternativas viáveis para variar as exportações. O levantamento classifica mercados em quatro categorias, destacando oportunidades em países porquê Canadá e Filipinas. Apesar da sujeição parcial dos EUA, a China é o principal direcção das exportações do estado, com US$ 4,5 bilhões em 2024. A proposta é ampliar mercados e reduzir riscos, mantendo diálogo com o governo federalista.
Intitulado “Diversificação de Mercados por Estados Brasileiros – estudo de sujeição por estado brasiliano”, lançado no início de setembro, o levantamento faz um diagnóstico do perfil exportador de cada unidade da federação. No caso de Mato Grosso do Sul, destaca-se a possante sujeição, muro de 30%, do mercado norte-americano para uma série de produtos, porquê sebo bovino fundido; carnes de bovinos; gorduras e óleos animais/vegetais; ferro fundido; ovos de aves secos (sem casca); e couros e peles inteiros de bovinos (incluindo búfalos).
De congraçamento com o estudo, países da União Europeia, porquê França, Alemanha e Espanha, e países da Ásia, porquê China, Japão e Malásia, têm capacidade para sugar essa produção, o que abre novas oportunidades para reduzir a concentração das exportações de Mato Grosso do Sul nos Estados Unidos.
Classificação de mercados – O estudo classificou os mercados em quatro categorias: “rombo”, “consolidação”, “manutenção” e “recuperação (em risco)”.
Consolidação: países porquê Canadá e Sérvia, onde a participação de MS ainda é baixa, mas as exportações crescem supra da concorrência. Oportunidades estão principalmente em sebo de bovinos, ovinos ou caprinos.
Manutenção: mercados porquê México, Espanha, China e Polônia, nos quais as exportações já avançam supra da concorrência e oferecem oportunidades de pequeno prazo. Essas aberturas são viáveis tanto para médias e grandes empresas quanto para micro, pequenas e médias companhias.
Rombo: países porquê Canadá, França, Eslovênia, Áustria e Filipinas, onde o Estado tem pouca participação, mas as importações estão em desenvolvimento. Produtos potenciais incluem ovos; carnes de bovinos salgadas, secas ou defumadas; e sebo de bovinos, ovinos ou caprinos. O estudo ressalta a competitividade global de MS nesses itens e alerta que furar esses mercados pode requerer investimentos de longo prazo e pedestal governamental.
Recuperação (em risco): casos de Malásia, Tailândia, Japão e Alemanha, onde o Estado já tem presença relevante, mas as exportações não acompanham o ritmo da concorrência. As oportunidades envolvem itens porquê sebo bovino, ferro fundido bruto e couros. Essas alternativas são mais adequadas para empresas de maior porte e maturidade exportadora.
Subordinação regional – No Núcleo-Oeste, Mato Grosso do Sul é o Estado mais dependente do mercado norte-americano, com 7% das exportações destinadas aos EUA. O índice é mais que o duplo do registrado em Goiás (3%), Região Federalista (3%) e Mato Grosso (2%). Em 2024, MS contou com 215 empresas exportadoras.
Segundo o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, o estudo integra um conjunto de medidas para mitigar os efeitos da tarifa norte-americana. “Estamos mapeando, estado por estado, os mercados mais dependentes das exportações para os Estados Unidos, para compreender com precisão quais cadeias produtivas e setores estão mais expostos”, afirmou.
Apesar da sujeição parcial dos EUA, o principal direcção das exportações sul-mato-grossenses é a China, que em 2024 comprou US$ 4,5 bilhões, o equivalente a 45,4% do totalidade exportado. Os Estados Unidos aparecem em segundo lugar, com US$ 669,6 milhões, ou 6,7% do totalidade.
No universal, o estudo, secção das ações do Projecto Brasil Soberano, identificou 195 produtos brasileiros impactados pelo tarifaço. A proposta da ApexBrasil é ampliar a inserção desses itens em novos mercados, variar destinos e reduzir riscos para as empresas, sem deixar de manter o diálogo com Washington em fala com o governo federalista, em procura de soluções para minimizar os impactos imediatos das tarifas.





























