Essa é a história de duas famílias que praticamente se tornaram uma só, em Campo Grande. Tudo começou com a Giselle e o Argemiro. Aí veio o João. Depois outro parelha: Wilson e Mayara. E um tempo depois chegou o Erick. ” De dois agora nós formamos seis”, comemora a secretária Giselle Cavalcante Barros de Quevedo.
Entenda melhor porquê tudo começou. O João, de 13 anos e o Erick, de 14, são irmãos e moravam no mesmo abrigo até a Justiça entender que cada um tinha que seguir seu caminho. Um ficou no mesmo abrigo e outro mudou de endereço. “Eu falei: João, eu prometo pra você que eu sempre vou ter contato com você,” conta Erick Antony.
Enquanto Erick tentava passar carinho e segurança para o irmão, João Vitor Cavalcante de Quevedo. temia. “Eu pensava que antes nós nunca íamos ser adotados,” lembra.
Famílias se tornaram praticamente uma posteriormente adoção — Foto: Reprodução/TV Morena
A verdade deles começou a mudar com o sonho de dois casais. Giselle e o marido, o professor Argemiro Leite de Quevedo Júnior, queriam adotar uma párvulo. Aí começaram a fazer um curso preparatório da Vara da Puerícia e Juventude. No primeiro momento, o libido da futura mamãe não fugia do perfil de quase todos os pretendentes: “Eu falei: bom, quero um recém-nascido”.
Mas Giselle mudou de teoria rapidinho quando viu o João de perto numa das etapas do curso. “Levaram várias crianças onde estava o João. E foi assim automático, eu olhei e me apaixonei por ele,” conta Gisele.
Mas cada um voltou para o seu esquina. Se encontraram no dia seguinte por pura coincidência. A Giselle trabalha na escola onde o João estudava. “Ele veio correndo na minha janela e falou: tia, posso falar com a senhora?”. João Vitor lembra muito desse momento. “Eu falei: porque que nós não sejamos uma família? Ela aceitou!” comemora o menino.
Irmãos ficaram ainda mais unidos posteriormente adoção — Foto: Reprodução/TV Morena
Giselle e o marido foram em procura dos procedimentos para legalizar a adoção. Já são nove meses de convívio. “Eu congraçamento cedo, levo ele na escola, faço o lanche dele, levo pra escola, 11h30 é o almoço, eu e ele juntos. Hoje ele é nosso foco. Hoje a gente não pode fazer zero, programar zero se a gente não consegue incluir ele,” conta Argemiro.
O paixão pelo garoto Giselle coloca em palavras. “Eu não sabor desse rótulo, né, ah, fruto adotivo, porque pra mim o João veio de mim mesma, ele nasceu de mim, nasceu para mim.”
Quando João ganhou uma novidade família nem imaginava que o irmão estava ficando mais perto. É que o Wilson e a Mayara já tinham feito secção do curso de adoção e se lembraram dos adolescentes quando o Argemiro contou para o parelha que ia lucrar um fruto. Eles logo voltaram para o curso da Justiça.
Enquanto participavam da preparação, se encantaram por um garoto. “Aparece um vídeo onde o Erick, a terceira párvulo falando, diz: meu nome é Erick Antony, eu quero ser juiz. E ele falou uma frase bíblica. E aí eu virei pra ela e falei: ‘é o nosso fruto, é ele’. No momento, a gente começou a chorar no meio de 50 casais. No outro dia ela, [Mayara] levantou e falou: ‘será que a gente tá pronto?’ acho que agora é o Erick”, diz o fotógrafo Wilson Mariz Santana.
Erick e João Vitor na igreja — Foto: Reprodução/TV Morena
Foi mal os irmãos separados no abrigo voltaram a se ver. “Quando o Erick chegou o João já chamava a gente de paraninfo e madrinha mesmo ainda não tendo batismo. E o Erick também já quis o Miro [Argemiro] e a Giselle porquê segundos pais dele. Foi um momento muito próprio, né, porque foi a união das duas famílias,” explica a pedagoga Mayara Pavão Ferreira Santana.
É evidente que cada família tem a própria vivenda, mas eles estão sempre juntos. Esta é a história de dois irmãos que conseguiram unir duas famílias. “A gente se comunica porquê está sendo, a dificuldade, o que um aprendeu, porquê tá sendo na escola. Logo, sempre tem essa troca de família,” diz Wilson. “O tempo todo agora juntos”, comemora Giselle.
Famílias reunidas no termo de semana — Foto: Reprodução/TV Morena




























