Com exportações em alta e abate dinamizado, pecuária de MS surpreende em 2017

G1 - Com exportações em alta e abate dinamizado, pecuária de MS surpreende em 2017

Na contramão dos resultados esperados com a propagação de notícias negativas, principalmente, no mês de março, o setor pecuário de Mato Grosso do Sul encerrou março com números positivos em termos econômicos.

As vendas externas de mesocarpo bovina in natureza, por exemplo, totalizaram 11,8 milénio toneladas no mês analisado. Patamar que é o maior, segundo os dados da Secex – Secretaria de Comercio Exterior, registrado desde outubro de 2014 e que supera em 44,3% o volume vendido no mês anterior, de 8,2 milénio toneladas.

Para a gestora do Departamento de Economia do Sistema Famasul – Federação da Lavra e Pecuária de MS, Adriana Mascarenhas, o resultado é positivo e demostra o perfil empreendedor do produtor rústico. “A pecuária de namoro de Mato Grosso do Sul tem o seu perfil consolidado: somos conhecidos por produzir mesocarpo de qualidade e de forma sustentável. Abrindo uma janela de visibilidade ao mundo todo”.

Adriana Mascarenhas (Foto: João Carlos Castro – FAMASUL)

De tratado com os números da Secex – Secretaria de Negócio Exterior, a receita ficou próxima dos US$ 49 milhões, enquanto que em fevereiro o faturamento foi de US$ 35,2 milhões, o que significa um acréscimo de 39%. “É um aumento considerável para um mês. Cada tonelada foi vendida a uma média de US$ 4.120”, comenta Adriana.

Ao todo, Mato Grosso do Sul exportou, no primeiro trimestre tapume de 29 milénio toneladas de mesocarpo bovina in natureza, com elevação de 3,4% em verificação ao mesmo período do ano pretérito, quando as vendas atingiram tapume de 28 milénio toneladas. “Se considerarmos para os próximos meses vendas iguais a de março, vamos nos distanciar do cenário do ano pretérito”. A receita do trimestre aumentou, entre 2016 e 2017, mais de 9%, saindo de US$ 110 milhões para US$ 121 milhões.

A verdade de 2016, citada por Adriana, refere-se a um montante de US$ 463,8 milhões negociados ao longo do ano, referente a vendas realizadas com 66 países, dos quais se destacam, Chile, com 94,5 milhões de dólares; Hong Kong, com 87,4 milhões de dólares e Rússia, com 56,2 milhões de dólares.

Vendas aos EUA – Um dos dados que mais chamou a atenção do relatório do Secex são as vendas realizadas, em março deste ano, aos Estados Unidos. Ao todo, foram vendidas 1,1 milénio toneladas de mesocarpo bovina in natureza aos americanos. Volume, que apesar de pequeno, coloca o país na 6ª posição do ranking de maiores compradores da mesocarpo sul-mato-grossense.

“Os Estados Unidos começaram a comprar a nossa mesocarpo em setembro de 2016. De lá para cá, o gráficos de vendas aponta para cima, com vendas em crescente progresso, contabilizando subida de 770% frente a fevereiro, quando negociamos com os americanos unicamente 515 toneladas”, argumenta Adriana.

Em março, a receita obtida com as exportações de mesocarpo bovina in natureza com os Estados Unidos atingiu US$ 4,6 milhões. Cada tonelada foi negociada uma média de US$ 4.138, com propagação de 2,8% frente fevereiro deste ano. “Os Estados Unidos são uma referência em exigência sanitária e, por isso, apesar de ser um volume ainda pequeno, esta negociação representa uma vitrine para a mesocarpo produzida em Mato Grosso do Sul, ainda mais no atual patamar do setor”, reforça a valimento do presidente do Sistema Famasul, Mauricio Saito.

 (Foto: João Carlos Castro - FAMASUL) (Foto: João Carlos Castro – FAMASUL)

Ainda, de tratado, com o Sistema Famasul. Se por um lado as exportações aumentaram, por outro, os abates permaneceram dinamizados. Os abates somaram 62,4 milhões de cabeças em fevereiro. Apesar da queda de unicamente 2,8% em relação ao mês anterior, quando os abates atingiram 64,2 milhões de bovinos.

“É um patamar muito próximo aos meses anteriores, ficando unicamente 3,3% maior que as 60,4 milhões de cabeças abatidas no mesmo período do ano pretérito, por exemplo”, acrescenta a economista, Adriana Mascarenhas.

Estabilidade que não ajuda nas contas
Os dados positivos elaborados pelo Departamento de Economia do Sistema Famasul não refletem em sua totalidade. Em março, por exemplo, o preço da arroba do boi gordo atingiu média R$ 131,35, nas negociações à vista, o menor resultado desde novembro de 2014, quando a arroba ficou em R$ 135,15.

 (Foto: João Carlos Castro - FAMASUL) (Foto: João Carlos Castro – FAMASUL)

“Além dos preços em queda, a margem bruta do produtor rústico mostra uma redução de 11%, em relação a fevereiro. Entretanto, se vislumbra um cenário positivo a pequeno prazo, analisando os contratos futuros praticados na BM&F Bovespa, observamos que há a projeção de valorização nas cotações deste segmento para maio, outubro e novembro”, afirma Adriana.

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