Juiz disse que ato denota saúde mental desorganizada e determinou avaliação psiquiátrica
O paciente que na manhã de terça-feira (16) destruiu a fileira verdejante da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Dourados, furtou uma cadeira de rodas e agrediu uma mulher na rua, urinou durante a audiência de custódia, na tarde de ontem, no Fórum da cidade.
Varão recluso por depredar UPA e agredir mulher urina em audiência de custódia. Deyvid Almeida de Moraes, 38, destruiu secção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Dourados (MS), furtou uma cadeira de rodas e a arremessou contra uma mulher. O ato ocorreu na terça-feira (16).Na audiência de custódia, Moraes urinou na cadeira e demonstrou, segundo o juiz, provável quadro de saúde mental desorganizada. A prisão preventiva foi decretada e exames psiquiátricos foram solicitados para calcular a quesito mental do réu. O magistrado deu prazo de cinco dias para a Defensoria Pública informar se pretende instaurar “incidente de insanidade mental”. Moraes já havia oferecido ingresso na UPA no domingo (14), depois uma crise convulsiva.
Algemado a pedido dos policiais que faziam a escolta, Deyvid Almeida de Moraes, 38, foi levado à presença do juiz Ricardo da Mata Reis para o ato formal de validação da prisão em flagrante e chegou a urinar na cadeira que ocupava durante o procedimento. Em despacho, o magistrado afirmou que o réu não compreendeu o ato processual, demonstrando provável quadro de saúde mental desorganizada.
“Tal desorganização mental é corroborada pelas circunstâncias dos crimes, que envolvem aparente falta de motivação para a depredação do patrimônio público, o rapina de uma cadeira de rodas e seu subsequente lançadura contra um viajante qualquer, com quem o autuado aparentemente nunca teve contato”, afirmou o juiz.
Durante o procedimento, o magistrado da Vara de Garantias homologou o flagrante feito pela Polícia Social e decretou a prisão preventiva de Deyvid. Entretanto, determinou que ele fosse submetido a exames psiquiátricos para saber se há suspeita de transtornos mentais ou de obediência química; para indicar a autonomia mental do paciente e qual tratamento é indicado.
“Não há elementos técnicos suficientes que indiquem a premência de encaminhamento repentino à RAPS (Rede de Atenção Psicossocial), nem foi formulado, até o momento, pedido para instauração de incidente de insanidade mental. Diante desse cenário, reputo ser adequada a decretação da prisão preventiva, sem prejuízo de eventual reavaliação depois sintoma da equipe multidisciplinar, principalmente considerando a concreta periculosidade, habitualidade delitiva e risco de reiteração, afastando-se a substituição por medidas cautelares diversas”, afirmou Ricardo da Mata Reis.
O juiz deu prazo de cinco dias para a Defensoria Pública informar se pretende instaurar “incidente de insanidade mental”. Por término, mandou encaminhar cópias dos autos à Polícia Social, à PED (Penitenciária Estadual de Dourados) e ao Núcleo de Atenção Psicossocial que atende pessoas com transtornos mentais graves.
O caso – A Funsaud (Instauração de Serviços de Saúde de Dourados), que administra o Hospital da Vida e a UPA, informou que o paciente deu ingresso na unidade por volta de 2h de segunda-feira, guiado pelo Samu (Serviço de Atendimento Traste de Urgência).
“O paciente apresentava comportamento ofensivo, malsofrido e confuso, além de estar desacompanhado. Chegou à unidade já medicado, em estado sonolento. Depois passar por avaliação médica, evadiu-se do lugar às 5h, retornando às 5h40, ofensivo, causando danos à estrutura física e equipamentos do setor da superfície verdejante”, informou a instauração.
Em surto, o varão destruiu computadores, jogou uma impressora no solo, derrubou mesas, lixeiras e macas. Com terror, os profissionais de saúde se trancaram no banheiro. Ao deixar a UPA, Deyvid furtou uma cadeira de rodas (veja o vídeo inferior).
Já na BR-163, ele arremessou a cadeira de rodas em uma mulher de 47 anos que seguia para o trabalho numa bicicleta elétrica. Ela caiu e sofreu lesão no joelho esquerdo. Impedido por moradores, o varão foi entregue à Guarda Municipal e levado para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), onde foi autuado em flagrante por dano qualificado, rapina e lesão corporal. Ele se manteve em silêncio durante o procedimento.
A Funsaud informou que o mesmo paciente já havia sido atendido na UPA no domingo (14), levado pelo irmão, em decorrência de crise convulsiva. Na ocasião, foi estimado pela equipe médica, medicado e liberado na segunda-feira.
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