Queimadas no Jardim Veraneio: Moradores em Alerta

Queimadas no Jardim Veraneio: Moradores em Alerta

Atear lume em terrenos baldios ou áreas de mata é considerado violação ambiental e multa pode chegar a R$ 9,6 milénio

Terreno queimado no Jardim Veraneio (Foto: Henrique Kawaminami)

Incêndio que tomou conta de um terreno baldio no Jardim Veraneio, no término da tarde desta quarta-feira (18), é uma situação frequente, segundo moradores. O Campo Grande News voltou ao lugar na manhã de hoje (18) e constatou que, mesmo depois 12 horas, a fumaça da queimada ainda permanecia no ar.

Incêndio em terreno baldio no Jardim Veraneio, em Campo Grande, preocupa moradores devido à frequência de queimadas na região. O lume, que começou na tarde de quarta-feira (18), produziu muita fumaça, visível mesmo depois 12 horas do ocorrido. Moradores relatam que as queimadas são comuns no bairro, muitas vezes iniciadas por usuários de drogas que queimam fios no lugar. A situação é agravada pelo tempo sedento, que facilita a propagação das chamas e aumenta a quantidade de fumaça. Testemunhas afirmam que o incêndio de quarta-feira foi criminoso, tendo sido iniciado por um ciclista. A proximidade com um condomínio residencial, onde moram muitas crianças, aumenta a preocupação dos moradores com os riscos à saúde causados pela fumaça.

O terreno fica na Rua Barra Fundíbulo, esquina com a Rua Wagner Jorge Borttoto Garcia. É encurralado e aparenta ser pessoal. As imagens do incêndio chamam a atenção pela fundura das chamas e pela grande quantidade de fumaça. Tudo aconteceu enquanto a Capital registrava 26°C, com umidade relativa do ar em 44%, conforme o Inmet (Instituto Vernáculo de Meteorologia).

De consonância com o mecânico Weslei Gabriel, de 21 anos, os trabalhadores saíram do lugar por volta das 17h e ainda não havia sinais de lume. “O incêndio começou ao lado do condomínio. Não acho perceptível; faz mal para todo mundo. Nesse condomínio mora muita párvulo”, disse.

Queimadas recorrentes obrigam moradores a conviver com 12 horas de fumaça
De toda espaço queimada, restaram unicamente poucas árvores (Foto: Henrique Kawaminami)
Queimadas recorrentes obrigam moradores a conviver com 12 horas de fumaça
Ao fundo da imagem, é verosímil ver a fumaça saindo do solo queimado (Foto: Henrique Kawaminami)

Ele contou ainda que as queimadas em terrenos do bairro são recorrentes. “Os usuários de drogas carregam fios e entram nos terrenos para queimar e tudo acaba pegando lume. Nossa sorte é que o vento está no sentido oposto e não chega tanto cheiro cá”, detalhou.

O mercador Paulo Rodrigues, de 59 anos, afirmou que demorou para perceber o lume na noite de ontem. “Quando eu vi, já tinha um pedaço queimando, e os bombeiros logo chegaram. Sempre alguém entra aí e coloca lume”, relatou.

Para ele, o problema se agrava com o tempo sedento. “É horroroso porque está muito sedento. Da outra vez, a fumaça veio para cá e não tinha nem uma vez que trabalhar. Fechei o transacção por meia hora”, completou.

Na noite de ontem, testemunhas disseram ao Campo Grande News que o incêndio foi criminoso, pois viram um ciclista ateando lume ao terreno.

Queimadas recorrentes obrigam moradores a conviver com 12 horas de fumaça
Queima tomando conta de terreno na noite de quarta-feira (Foto: Juliano Almeida)

Risco à saúde – Nesta idade do ano, os hospitais de Campo Grande lotam por problemas respiratórios. O tempo sedento, coligado às queimadas urbanas, intensifica crises de asma, bronquite e rinite, além de ocasionar complicações em quem já tem doenças crônicas.

A fumaça liberada por incêndios em terrenos baldios carrega partículas finas que, ao serem inaladas, irritam os pulmões e as vias aéreas. Crianças e idosos estão entre os mais afetados, já que possuem sistema imunológico mais frágil e maior sensibilidade à poluição. Mesmo pessoas saudáveis podem apresentar tosse, falta de ar, dor de cabeça e ardência nos olhos depois horas de exposição.

Médicos alertam que a fumaça pode exacerbar quadros cardíacos, aumentar a pressão arterial e desencadear crises respiratórias graves. Em situações assim, a recomendação é manter portas e janelas fechadas, evitar atividades físicas ao ar livre e procurar atendimento médico diante de qualquer dificuldade para respirar.

A prática de atear lume em áreas urbanas é violação ambiental, com multas que podem chegar a R$ 9,6 milénio. Denúncias podem ser feitas à Guarda Social Metropolitana, pelo telefone 153, à Decat pelo (67) 3325-2567, ou à Semades pelo 156.

Transgressão ambiental – atear lume em terrenos baldios, florestas ou áreas de mata é considerado violação ambiental e a multa pode chegar a R$ 9,6 milénio. Caso haja flagrante, a denúncia pode ser feita à Guarda Social Metropolitana, pelo 153.

As denúncias de queimada também podem ser feitas à Decat (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista) pelo número (67) 3325-2567 e à Semades (Secretaria Municipal de Meio Envolvente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável) pelo 156.

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