MS registra 230 ocorrências aéreas em 10 anos, com 17 acidentes fatais

MS registra 230 ocorrências aéreas em 10 anos, com 17 acidentes fatais

Nos acidentes, fatores mais recorrentes foram: perda de controle em voo, excursão de pista e irregularidade de motor

Avião destroçado posteriormente queda, em Iguatemi (Foto: Reprodução/PCMS)

Levantamento do Sipaer (Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) mostra que, entre 2015 e 2025, Mato Grosso do Sul registrou 230 ocorrências envolvendo aeronaves da aviação social. Do totalidade, 112 foram incidentes, 77 acidentes e 41 incidentes graves. Nessas ocorrências, 17 foram fatais, resultando em 24 mortes ao longo da dezena. O último caso, que vitimou o médico e pecuarista Ramiro Pereira de Matos, de 67 anos, ainda não foi contabilizado.

Mato Grosso do Sul registrou 230 ocorrências aéreas entre 2015 e 2025, incluindo 112 incidentes, 77 acidentes e 41 incidentes graves, segundo o Sipaer. Destas, 17 foram fatais, resultando em 24 mortes. As causas mais comuns de acidentes foram perda de controle em voo, excursão de pista, irregularidade de motor e operações em baixa altitude. Fatores humanos, uma vez que desempenho técnico e aspectos psicológicos, contribuíram para a maioria dos casos.Os incidentes mais frequentes foram falhas em sistemas, colisões com aves e falhas de motor. Incidentes graves envolveram principalmente excursão de pista e irregularidade de motor. Casos notórios incluem o pouso forçado do avião com Luciano Huck e Angélica em 2015 e a queda do avião pilotado pelo médico Ramiro Pereira de Matos em 2025. Investigações da Aviação e da Polícia Social buscam esclarecer as causas e responsabilidades, visando a prevenção de futuros acidentes.

Ano a ano, os registros revelam oscilações. Em 2015 e 2016, houve cinco acidentes em cada período, sendo um inevitável em cada. Em 2017, foram seis, dois deles fatais, com quatro mortes. Já em 2018, o número saltou para 11 acidentes, três fatais e três mortes. Em 2019, foram sete acidentes, dois fatais e duas fatalidades.

O histórico segue com sete acidentes em 2020 (um inevitável, uma vítima), nove em 2021 (dois fatais, três vítimas), cinco em 2022 (um inevitável), dez em 2023 (um inevitável), sete em 2024 (um inevitável, duas mortes) e, até setembro de 2025, já são cinco acidentes, dois deles fatais e duas mortes confirmadas.

Em 10 anos, Mato Grosso do Sul registrou 230 ocorrências aéreas; 17 delas fatais
Detalhes de operações aéreas (Foto: Reprodução Sipaer)

Causas mais comuns – Nos acidentes, os fatores mais recorrentes foram: perda de controle em voo (15 casos), excursão de pista (11), irregularidade de motor (11) e operações em baixa altitude (11). Já entre os incidentes, 46 deles foram falhas ou mau funcionamento de sistemas; 36 colisões com aves; quatro falhas de motor; quatro excursões de pista e duas perdas de controle no solo.

Nos incidentes graves, 13 envolveram excursões de pista; nove, falhas de motor; sete, falhas de sistemas; sete, perdas de controle no solo; e quatro, operações em baixa altitude.

Fatores contribuintes – Segundo o Sipaer, em 46,3% dos casos em Mato Grosso do Sul, o fator tributário foi o desempenho técnico do ser humano (31 ocorrências). Outros 34,3% (23 casos) tiveram uma vez que paisagem principal fatores psicológicos. Questões ligadas ao envolvente operacional corresponderam a 9% dos registros; infraestrutura aeroportuária a 4,5%; e manuais técnicos ou “outros” a 1,5% cada.

Em 10 anos, Mato Grosso do Sul registrou 230 ocorrências aéreas; 17 delas fatais
Acidente com táxi airado que transportava Angélica e Luciano Hulk, em rancho perto de Campo Grande. (Foto: Fernando Antunes / Registo Campo Grande News)

Entre os acidentes mais lembrados, está o pouso forçado do avião que levava os apresentadores Luciano Huck e Angélica, em maio de 2015. A avião EMB-820C Carajá, prefixo PT-ENM, perdeu potência em um dos motores durante a descida para Campo Grande e fez pouso de emergência em uma rancho em Rochedo. Os dois pilotos e os sete ocupantes tiveram exclusivamente ferimentos leves.

Já em setembro de 2025, duas ocorrências voltaram a invocar a atenção: a queda do avião pilotado pelo médico Ramiro Pereira de Matos, 67 anos, em condições meteorológicas adversas, e outro acidente em Corumbá, registrado dias antes.

A investigação conduzida pela Aviação procura identificar os fatores que contribuíram para o acidente, levantando hipóteses e apontando medidas de prevenção para evitar novas ocorrências. Já a investigação da Polícia Social tem uma vez que objetivo identificar as causas e eventuais responsabilidades.

Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.



Conteúdo Original

Publicidade

Categorias

Publicidade
Publicidade

Assine nossa newsletter

Publicidade

Outras notícias