Pedras, fadas, bruxas e espectros são artes carregadas de simbolismo, que falam sobre saudação à natureza
Entre os diversos itens vendidos na Terreiro da Liberdade, no Núcleo de Bonito, pedras, fadas, bruxas e espectros são opções vendidas pelo artesão colombiano Jefferson Morales Oviedo e a esposa. As esculturas produzidas por eles são carregadas de simbolismo, magia e, sobretudo, um invitação ao saudação pela natureza, tema que dialoga diretamente com a cidade conhecida porquê a Capital do Ecoturismo.
Em Bonito, o artesão colombiano Jefferson Morales Oviedo e sua esposa transformam cerâmica fria em esculturas místicas que celebram a natureza. O parelha produz fadas, bruxas e espectros, utilizando uma volume artesanal à base de cola e farinha, em um processo que pode levar até três dias. As peças, vendidas na Terreiro da Liberdade, combinam técnicas colombianas e brasileiras, representando seres elementais ligados às forças naturais. Os valores variam de R$ 10 a R$ 900, com cada item sendo único e feito à mão, transmitindo uma mensagem de saudação à natureza, em sintonia com a vocação ecoturística da cidade.
“Meu trabalho representa muito o saudação à natureza”, explica Jefferson. Segundo ele, as peças são feitas em cerâmica fria, uma volume artesanal à base de cola e farinha.
Cada estátua leva de dois a três dias para permanecer pronta, dependendo do tamanho e até do clima. “Quando o tempo está úmido, morosidade mais tempo, mas quando está mais quente seca mais rápido”, detalha.
Os rostos, mãos e pés são modelados por ele. Já a esposa confecciona roupas, acessórios e os detalhes que compõem as esculturas mágicas. A união é resultado da mistura de técnicas, as que Jefferson trouxe da Colômbia com as que a esposa já desenvolvia no Rio Grande do Sul. “A gente teve uma química bacana em questão de trabalho, arte e pessoal também”, resume ele.
Seres elementais e a força da mata – Os personagens criados pelo parelha não são escolhidos ao eventualidade. Eles estão ligados às forças da natureza e carregam significados próprios.
“Os espectros são os principais elementais da terreno. Representam proteção, riqueza e riqueza. Eles vivem na quarta dimensão, convivem conosco, mas não têm muito contato com o ser humano. E quem escolhe o proprietário é o duende, não o contrário”, explica.
As fadas, por sua vez, estão ligadas ao ar e simbolizam silêncio, tranquilidade e simetria. Já as bruxinhas e os magos, ainda que não sejam elementais, aparecem porquê guardiões da floresta, representantes da sabedoria e da tratamento. As pedras e cristais completam o conjunto, cada uma carregando uma força dissemelhante, mas sempre com propósito de substanciar a conexão com a mata.
“Nosso trabalho não tem zero a ver com religião, mas sim com a mensagem de saudação pela Pachamama, pela mãe natureza”, reforça o artesão.
Jefferson chegou ao Brasil porquê viajante e acabou fixando raízes em Bonito há tapume de quatro anos. “Quando tu chega cá, a natureza já te dá essa vontade de permanecer. É um lugar mágico”, conta. O parelha percebe que os turistas que visitam a cidade também compartilham essa visão.
“O turista que vem cá já vem com uma mentalidade de cuidar do lugar. Por isso Bonito é próprio, porque é a capital do ecoturismo. E nosso trabalho passa essa mensagem, de respeitar a floresta, cuidar do lixo. Os elementais vivem na mata e não gostam de quem deixa coisas que não fazem secção desse meio”, alerta.
As peças variam de preço, pulseirinhas e pedrinhas a partir de R$ 10, até esculturas maiores que podem chegar a R$ 900. Todas são únicas, feitas à mão, carregando a força da floresta e a delicadeza do trabalho do parelha.
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